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03/02/2011

As árvores e os frutos do Espaço AOBÄ

By Simone Maurina | Pé de Jabuticaba

Festejar e homenagear os nascimentos do ano vem se tornando uma tradição do Espaço AOBÄ.
Para celebrar os novos bebês plantamos uma árvore frutífera no quintal do espaço.
Em 2009 foi um lindo pé de Araçá, doado pela Elenice mãe da Sofia.
Para homenagear os bebês nascidos em 2010, na festa dos bebês no final do ano, plantamos um robusto pé de jabuticaba, que já esta carregado de frutinhos.
Esperamos um dia ter um pomar lindo, cheio de árvores e crianças brincando ao redor.
Somo gratos a todas as famílias que tem passado pelo Espaço por nos permitirem fazer parte de um momento tão especial das suas vidas.
Desejamos do fundo dos nossos corações que as escolhas que fazemos com consciência dêem frutos e alimentem as gerações que virão.
Com muito carinho e gratidão,

Equipe AOBÄ

12/03/2010

Maternidade sadia: uma nova geração de idéias para a saúde materna e infantil

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15/09/2009

A pratica de Yoga é realizada há milênios, tento criado durante todo este período uma variedade de escolas e técnicas. O yoga é amplo com exercícios de respiração, posturas (ásanas) e meditação. É uma prática de integridade, de elevação da energia básica para a força interior.
A prática desta arte milenar durante o período gestacional traz muitos benefícios físicos, emocionais e espirituais. O corpo da gestante muda a cada dia e nesta expansão a grávida precisa aprender a se adaptar a este corpo temporário. Na gravidez o eixo se altera; comprometendo seu equilíbrio; aumento de líquido fluindo em seu organismo, modificando a circulação; órgãos internos se comprimindo devido o crescimento do bebê. Mas com as práticas de yoga, a gestante consegue se ajustar progressivamente, ficando bem-disposta e  livres dos desconfortos físicos.
O yoga traz a espontaneidade corporal, adquirindo a capacidade de relaxar, o que pode levar a uma integração e equilíbrio corporal e emocional. Durante esse período é importante que a tranqüilidade e a serenidade sejam sensações naturais dentro do útero.  O yoga pode ajudar a transpor os desafios e transformações da gravidez e do parto desde o início, proporcionando maior percepção de si mesma e maior consciência da presença de seu filho dentro de seu corpo.
O programa de exercícios baseado no yoga cultiva o relaxamento e flexibilidade de uma maneira segura, passiva e sem sobrecargas, que contará com a ajuda da força da gravidade
As vantagens dos exercícios
  • Adaptação ao novo eixo, a yoga auxilia o equilíbrio desde o inicio da gravidez, prevenindo alguns tombos.
  • A medida que os músculos se tornam mais elásticos e as articulações mais livres, há uma melhora do equilíbrio e tônus muscular que sustenta e movimenta o corpo. Isso garante que carregue seu bebê corretamente e ajudará a prevenir dores lombares.
  • A boa respiração depende da boa postura. Isso garante uma boa oxigenação sanguínea durante a gestação
  • Melhora a circulação sanguínea. A deficiência da mesma pode ocorrer – varizes, hemorróidas, ou retenção de líquidos (edema) – que serão prevenidos ou melhorados com a prática. A yoga tende a diminuir a pressão arterial e freqüentemente pode ajudar a prevenir problemas associados com elevação da  pressão .
  • A yoga ajuda a combater a fadiga.
  • Alivia pequenos desconfortos durante a gravidez com: azia, dores lombares, cãibras, cefaléias.
  • Fortalece o assoalho pélvico, é ele que sustenta todo o peso da gravidez e é por onde o bebê vai nascer. O fortalecimento desta área é importante para a prevenção de incontinência urinária durante o final da gestação; permite a passagem do bebê sem o rompimento do períneo ou a necessidade da episiotomia.
  • As posições mais confortáveis durante a gravidez serão naturalmente assumidas durante o trabalho de parto. A yoga ajudará a estar mais profundamente em contato com seu interior, será mais fácil agir naturalmente e deixar-se levar pelas forças corporais interiores durante o trabalho de parto.
  • O yoga se constitui na busca do autoconhecimento, e na gravidez este fator se torna essencial. Estimulando o estabelecimento do contato da mãe com seu filho no ventre.
  • A pratica ajuda a canalizar a sensibilidade da futura mãe para a auto-percepção da maravilha que é estar gerando um Ser.
Todas aquelas que desejam estar bem ao longo da gravidez, almejem um bom parto e queiram se recuperar da melhor maneira possível depois do parto, podem praticar esta atividade milenar.
O Espaço Aobä oferece aulas de Yoga para as mulheres que estão neste momento divino de gerar um Ser, confira os horários no site Aobä.




Ana Luiza Bellafronte
Mãe, Naturoterapeuta e yogi antes, durante e após a gestação.

19/08/2009

O que é a motricidade livre?

*Café colonial com o bebê, realizado no dia 19/08/2009. Créditos: Simone Maurina.



Muito cedo, Emmi Pikler pressentiu que o recém nascido, para adquirir, manter, ou abandonar diferentes posições do corpo, mudar de postura ou se locomover livremente, ou ainda para aprender a se levantar e andar, não tem nenhuma necessidade de qualquer intervenção de um adulto. A criança passiva se torna uma pessoa ativa independentemente da ajuda de um adulto. A pesquisadora Emmi Pikler até duvida que esta ajuda possa acelerar o desenvolvimento do bebê.
______ A experiência de Emmi Pikler
Suas idéias se fundamentam não apenas em suas experiências profissionais, mas também sobre as idéias de seu marido que era « pedagogo progressista ». Com o nascimento de seu primeiro filho, no inicio dos anos 30, ela decide não deixar de acompanhar o seu desenvolvimento, e respeitar o seu ritmo individual. Assegura assim, desde cedo, a possibilidade a seu filho de tomar iniciativas, de se movimentar livremente de brincar de acordo com a sua vontade. Como mãe, jamais coloca a criança em uma postura que ela não seja capaz de adquirir ou de manter sozinha. Ela e o marido não exigem da criança que faça movimentos diversos, e se abstém de exercer uma influência direta sobre o seu desenvolvimento motor.
Em contra partida, eles criam condições que lhes permitiam viver em serenidade e harmonia, assegurando à criança o espaço necessário para os seus movimentos livres, indo inclusive além do que conheciam na época: eles cuidam para que as roupas que o bebê usava não atrapalhem o decorrer de suas atividades; e que os brinquedos oferecidos, possam ser manipulados sem a ajuda de quem quer que seja; e que os mesmos possam lhe oferecer experiências adequadas, enfim eles cuidavam para que a criança se sinta envolvida de cuidados afetuosos de seus pais, podendo experimentar todas as atividades e conhecer o mundo por si próprio.
______ O respeito do Ritmo próprio de cada criança
Naturalmente, o que motivou Emmi Pikler de experimentar suas idéias, foi o fato de estar convencida de quão justa era sua hipótese: ela acreditava que nas circunstâncias descritas acima, a criança que segue seu ritmo próprio e faz suas próprias descobertas é capaz de aprender melhor a sentar-se, ficar de pé, caminhar, brincar, falar, refletir, etc... do que aquela criança que é forçada a atingir diferentes estágios do desenvolvimento que nós adultos julgamos corresponder a sua idade.
Tendo o desenvolvimento de seu filho correspondido, em todos os domínios, às expectativas do seu marido e as suas próprias, Emmi Pikler, de retorno à Hungria, torna-se pediatra de famílias e encoraja nesse mesmo espírito, durante vários anos, a educação de mais de 100 recém-nascidos.
______ A confiança na capacidade de desenvolvimento de seus filhos
Aconselhando os pais de forma madura e refletida e bastante detalhada, suas idéias fundadas em observações regulares e continuas, os ajuda, antes de qualquer coisa, a ter confiança na capacidade de desenvolvimento de seus filhos. Tendo em conta as necessidades da criança, eles conseguem organizar cuidadosamente um modo de vida tranqüilo e harmonioso, respeitando seu ritmo de sono e repouso, estabelecendo um regime alimentar equilibrado e simples, definido pelo apetite da criança. Eles determinam também quanto tempo a criança pode ficar ao ar livre, tanto no inverno como no verão.
______ Criar um espaço adequado para as descobertas
Eles não interferem nem em seus movimentos, nem nas brincadeiras, não forçam as crianças a fazerem exercícios, mas deixam a disposição da criança um lugar adequado para suas descobertas, mesmo em habitações pequenas. As melhores ocasiões de estarem com seus filhos, são oferecidas essencialmente, pelas refeições, trocas, banho e cuidados de higiene.
Durante o decorrer de suas atividades, os pais tomam cuidado de não apressar e de levar em conta a necessidade e as reações de seus filhos, mesmo que a participação da criança torne mais lenta as atividades rotineiras: eles podiam aproveitar para saborear o que acontecia entre eles.
______ os benefícios de uma “organização” maior da vida do adulto
Emmi Pickler constatou, em seus anos de experiência que as crianças sentiam-se naturalmente felizes, curiosas, vivas e ativas, quando tratadas dessa forma. E que seu desenvolvimento decorria harmoniosamente e também que suas relações tanto com os pais quanto com outras pessoas era muito bom. Quanto aos pais, eles também estavam contentes. Mesmo que o sistema de educação proposto pela Dra. exigisse deles uma reflexão e uma organização maior de suas vidas e de seu ambiente para de fato oferecer à criança a possibilidade de se sentir em segurança, os pais aceitavam de praticar seus conselhos e ficavam satisfeitos de seus papéis.
Eles estavam bem convencidos dos benefícios dessas idéias e constatavam que seus filhos adquiriam experiências interessantes, sem suas intervenções, no curso de suas atividades independentes: eles não achavam que para ser bons pais, eles deviam estar sempre próximos de seus filhos, nem que eles eram obrigados a fazer sempre coisas com eles.
As crianças que ficam entretidas com suas atividades independentes não exigem de seus pais uma permanência constante, ou que eles participem de suas atividades, pois não se sentem impotentes sem eles. E os pais, constatam o valor da atividade serena e independente de seus filhos sem sentirem-se culpados de estarem fazendo outra atividade de seu interesse, ficando sempre, é claro, a vista e a disposição. Eles não se sentem escravos de seus filhos e não se consideram como mais um de seus jogos. Ao contrário eles encontram prazer em observar o seu desenvolvimento, sentem-se felizes em sua companhia e na relação com eles.
Eles esperam ansiosos o momento de se encontrarem, e mesmo que a criança deseje prolongar seus momentos de brincadeira, os pais não consideram isso como agressividade ou um comportamento inapropriado.
As « crianças Pickler » crescem há algum tempo e provam, por suas vidas, seus trabalhos e como pais, o que é mais importante, que a ajuda que seus pais receberam foi muito benéfica.
Luciana Lima

07/08/2009

Massagem em gestantes


A massagem em gestantes consiste num cuidado suave, com toques e alongamentos diferenciados como requer este momento, que atuam sobre todo o corpo através do estímulo tátil, trazendo alívio de tensões e desconfortos decorrentes da gravidez. É realizada preferencialmente com a gestante deitada de lado ou de costas e pode ser associada à aromaterapia, potencializando seus benefícios.


Pode ser utilizada para diversas finalidades, tais como:
• favorecimento do bem-estar por fortalecer o trabalho cardíaco e a respiração, reduzir a retenção de líquidos e contribuir para a sedação do sistema nervoso simpático;
• alívio de dores e tensões musculares, além de sobrecarga das articulações, principalmente nas regiões de pescoço, coluna cervical, torácica e lombar, quadris e joelhos;
• suporte emocional e físico, trazendo, através do toque, a sensação de conforto e acolhimento;
• quando praticada com o parceiro, fortalece os vínculos afetivos;




A massagem realizada durante toda a gravidez e o parto traz a propriocepção, ou seja, a gestante terá mais consciência de seu corpo e quando está conectada este momento e à vida que se desenvolve em seu ventre, ela se permite experimentar a maternidade sem medos e sem sofrimento.




Pode ser especialmente útil durante o parto, pois o estímulo sensorial tem efeito calmante, liberando neurotransmissores responsáveis pelo relaxamento e bloqueio da dor. Esses efeitos estendem-se ao bebê, que vem ao mundo mais tranqüilo e livre de medicações.




Pesquisas indicam, ainda, que a massagem em gestantes reduz os riscos de intervenções medicamentosas, de instrumentos e/ou cirúrgicas, facilitando um parto mais rápido e natural.




Nicole Passos

20/07/2009

Comunicar-se: uma questão de vida


* Clique na imagem e visualize o programa da oficina de CNV.


Como é difícil se comunicar! Por que será que às vezes, mesmo com a melhor das intenções, não conseguimos passar a mensagem aos que dividem conosco o espaço de trabalho ou a vida familiar? Por que será que certa pessoa nos irrita tanto que se torna difícil de ouvir mais do que duas palavras da sua boca? Por que as crianças parecem não fazer nunca o que pedimos? Por que fulano não acerta nada e é tão complicado realizar alguma coisa com ele?



É... comunicar-se é difícil!

No entanto, a capacidade de transmitir nossas idéias foi sempre o que nos tornou mais humanos. Sem que o homem fosse capaz de propagar suas visões, buscar entendimento e motivar pessoas a acompanhá-lo nas suas aventuras, já há milhares de anos teríamos desaparecido, e as grandes criações do gênio humano não teriam visto o dia.

Mas será que é possível tomar uma atitude pra adquirir objetivamente esta capacidade? Será que ouvindo e falando diferente podemos ajudar as pessoas a nos entenderem de uma forma que faça bem para ambos?

Baseado na sua experiência como psicólogo e negociador internacional, Marshall Rosenberg desenvolveu um método prático de comunicação, o qual é centrado na percepção e na clara expressão das necessidades e dos sentimentos em busca de uma relação de melhor qualidade. Além de possuir uma estrutura simples, talvez a principal vantagem deste método seja que ele nos ajuda a estarmos conscientes sobre o que é vivo em nós, no momento em que comunicamos, e sobre a importância de receber com empatia a necessidade do outro, através da escuta sincera dos seus sentimentos. Estar bem, para Marshall Rosenberg, é ter suas necessidades, se não satisfeitas, pelo menos reconhecidas. Isso, por si, só já é uma grande conquista.

Mário Lima